sábado, 22 de novembro de 2014

HEDONISMO
 
JOÃO 4.15

Deus é um ser que sente prazer. E o seu prazer está em contemplar a sua própria glória. A intenção de Deus em criar a humanidade, foi para que ela ficasse extasiada com a majestade dEle próprio, e assim prostrar-se em adoração pela sua grandeza. Deus é um ser que sente prazer e Ele compartilhou esse atributo com cada ser humano que foi criado. O homem tem prazer para principalmente desfrutar de Deus. Mas a queda desfigurou esse principio quando Deus deixou de ser o centro do prazer eterno e coletivo, passando o homem a usurpar o lugar central que pertencia a Ele. O supremo bem da vida se torna, agora, o prazer individual e imediato. Essa busca do homem pelo prazer ficou conhecida como hedonismo.

Com a queda, cada um de nós tornou hedonista por natureza. O pecado corrompeu esse atributo divino nos tornando seres egoístas, e desesperados por satisfazer nossos desejos carnais e mundanos. Não adianta tentar mudar essa situação, já vem de fábrica. Já estamos programados para sentirmos prazer. É algo inato, intrínseco ao homem.

Segundo o Aurélio, hedonismo é a tendência a considerar que o prazer individual e imediato é a finalidade da vida. Note essas duas palavras: individual e imediato. Os hedonistas são extremamente egoístas. O que está sempre em primeiro plano é a sua satisfação imediata. Hoje, principalmente, colhemos os frutos desse movimento. Somos a geração do aqui e agora. Queremos tudo o que nos dá prazer o mais rápido possível. Não há mais paciência para esperar o preparo de uma boa comida, ou esperar o casamento para desfrutar do sexo. Se não for de consumo rápido ou prático a tendência é o fracasso.

Por que há tantos divórcios em nossos dias, e para tristeza nossa, de muitos cristãos? A resposta é bem clara: hedonismo! Hoje já não se casa para satisfazer o próximo, mas a si mesmo. sabemos que casamos para a felicidade do outro, sendo que quando o outro está feliz, o casal estará feliz. Se todos os casamentos fossem direcionados dessas forma, a situação seria outra.

Por que há tantos adultérios? Prazer individual e imediato. Por que a tanto sexo no meio dos jovens solteiros? Prazer individual e imediato. O que é o movimento homossexual? A busca pelo prazer individual e imediato. O que é o movimento pedófilo? A busca pelo prazer individual e imediato. Não há espaço para a moral. Não há espaço para o outro. Não há espaço para o bem comum. Tudo o que importa é o meu prazer.

Mas o problema maior do que ser imediatista é colocar o prazer como a finalidade da vida. Muitos pregadores diriam que não há nada de bom no pecado. Ele não é apetitoso ou prazeroso. Mas eu penso diferente. O pecado é muito, muito, muito prazeroso. É bom pecar. É bom ser o Senhor de nossa própria vida. É bom viver a lei do Telema "faz o que tu queres, pois é tudo da lei". Mas tudo esse prazer lhe dará uma falsa finalidade da vida. E a prova disso é a busca incessante por mais e mais. O hedonista nunca se satisfará. Aquele que busca somente o prazer, nunca se fartará dele. Nada será suficiente. O pecado é como um abismo que chama por outro abismo mais profundo.

Aquele que assim vive, sempre descerá mais fundo. Sempre irá além em busca de satisfação pessoal e imediato. Vamos pegar a vida de um jovem como exemplo. Como ele inicia no mundo do prazer? Começa com saidas com amigos, e depois bebidas. Conhece pessoas, entra no sexo. Em seguida vem as baladas. Inicia-se na maconha. Aprofunda-se em mais sexo, drogas mais pesadas,etc.
Aonde isso irá terminar? Desespero!

O dia em que se tem mais suicidio no mundo é no domingo a tarde. Isso acontece por causa do vazio não preenchido por todo tipo de prazer experimentado no fim de semana.

Aquela mulher de Samaria era uma hedonista. Ela estava sedenta, não somente de agua fisica, mais principalmente espiritual. Jesus viu nesse fato uma oportunidade de lhe mostrar sua verdadeira sede. Ele vai no amago da questão, no ponto principal do problema daquela mulher.

“Se sobesses com quem falas, eu lhe daria agua viva para satisfazer a sede de sua alma”, disse Jesus. Somente o que Jesus tinha poderia satisfazer a sua sede insásiavel. E o interessante é que o senhor revelou pra ela o quanto hedonista ela era. Os cinco casamentos, e o sexto relacionamento ilicito, prova o quanto ela buscava por satisfação. Mas o sexo não era suficienete para preencher o vazio, a sede do seu coração. Ela tentava saciar suas necessidaes com aquilo que o mundo tem de melhor, o sexo. Mas não saciou. Não foi suficiente. Nunca será suficiente.

Então o que seria suficiente para o vazio do homem? A resposta estava na frente daquela mulher. Jesus Cristo é suficiente. A regeneração direciona o prazer e a satisfação para Deus. Ele não arranca de nós o hedonismo, Ele direciona para que o nosso prazer final seja somente Ele.

Deus é mais glorificado, quando diante de tudo aquilo que o mundo nos oferece como sentido final da vida, eu prefiro me satisfazer mais nEle. O apóstolo Paulo em Romanos 3.23, nos diz “que todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Oque isso significa? Quando pecamos, nós nos tornamos carentes de Deus. O homem se tornou necessitado. Nós trocamos algo infinitamete melhor, por algo insignificante. Trocamos por migalhas que esse mundo oferece, àquele que somente pode nos satisfazer.
 A essência do pecado é não nos deixar valorizar aquilo que é mais valorozo. Por causa do imediato, nós negociamos o Eterno.

Mas aqueles que se satisfazem em Cristo, há uma fonte neles que jorra para a vida eterna. Essa fonte esta dentro de nós e sacia toda a sede da nossa alma. Mas talvez muitos possam dizer que viver assim, não é aproveitar a vida. Creio que a resposta está em 1Corintios 10.31, que diz:

Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.

Se satisfaça em Deus. Viva a sua vida para glòria dEle. Satisfazer a Ele é satisfazer a si mesmo. Buscar a glória dEle é se satisfazer totalmente.

Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração.Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.
Salmo 37 3,4

 Soli Dio Gloria
Silas Portela Carvalho

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

UNIDADE

João 17. 20 a 23
...Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.
A bíblia até então não havia revelado uma oração intima entre o Senhor Jesus e seu Pai. João teve o privilégio de ouvir e escrever a intimidade do Senhor. Essa oração é conhecida como a oração sacerdotal porque Jesus se coloca no lugar de um intercessor assim como um sacerdote é. E essa oração não estava limitada apenas aquele contexto e nem somente aqueles discípulos, mas a todos aqueles que seriam alcançados pelo evangelho. O nosso senhor orou também por nós, discípulos do século 21 quando disse “Eu rogo por todos os que vierem a crer em mim”.
Essa oração foi feita antes de sua morte e nela vemos a confiança do Mestre. Não há sinal de derrota em face da humilhação e morte. É a vitória certa que vemos em suas palavras, mesmo diante de discípulos tão fracos e covardes. Mas a missão que o Senhor iniciara iria adiante com esses mesmo discípulos até chegar a nós no Brasil.
E nesse ponto da oração vemos o desejo do Senhor. O seu desejo e a vontade do Pai é que todos sejam um. E essa unidade da igreja é a prova que convence os de fora da missão de Cristo.
ELES UNIDOS, COMO NÓS UNIDOS, PARA QUE O MUNDO CREIA QUE TÚ ME ENVIASTES.
A nossa unidade proporciona o lugar ideal para a glória de Deus repousar. Uma unidade espontânea, não fingida ou forçada, é o ambiente propício para Deus vir.
A GLÓRIA DEPENDE DA UNIDADE.
A SALVAÇÃO DOS PERDIDOS DEPENDE DA UNIDADE.

Sem unidade o reino não avança. Sem unidade o que vemos avançando é o reino do homem propagando o reino de Satanás. Quem quer que o mundo reconheça que Jesus é Senhor? Quem quer que o mundo se converta de seus pecados e sejam salvos?
A união é a resposta!
A unidade entre irmãos através do vinculo do amor fraternal é a resposta. A unidade é a maior obra de evangelismo. Não adiantará pregar nas praças, fazer culto ao ar livre ou entregar folhetos se estivermos divididos.
Por que muitos perecem no mundo sem Cristo? Por que milhões estão fora de Cristo sem esperança e sem Deus? Porque não somos um, assim como a Trindade é. Não há amor, perdão, humildade ou outro fruto necessário para unidade. Mas estamos cheios de dons. Cheios de milagres e maravilhas. Cheios manifestações sobrenaturais que não sobra espaço para o Espírito trabalhar.
Hoje nós temos a revelação de Quem Deus é por causa da unidade entre a trindade. Se conhecemos o que é o amor, é por causa da união entre o Pai e o Filho. E como os perdidos terão a revelação desse amor? Por causa da unidade.
Deus colocou Babel a baixo, mas os filhos de Deus, dia após dia, tijolo após tijolo, tem erigido o que a cruz derrubou. O que faz a glória de Deus descer é a unidade, mas muitas igrejas têm tentado ir até a glória dele com suas torres de Babel. Isso é religião!
Será que o Senhor estava tendo um surto de febre quando orou por um ideal que a nosso ver nunca será atingido? Eu creio que não. Por mais que os cristãos lutem contra o cumprimento dessa oração profética, a Filadélfia surgirá no final. Essa igreja é aquela que crucificou o seu “eu” na mesma cruz que o Senhor foi crucificado. Essa cruz levou à soberba, prepotência, orgulho, altivez, ambições, vaidades, preconceitos, fanatismo, religiosidade, todas essas coisas que nos separa.
Somente através da cruz podemos ser um. Somente através da cruz podemos cumprir as palavras do Senhor em João 17. É somente através da cruz, e do amor que de lá emana, que nos fará amar essa verdade preferindo morrer por ela a viver na mentira. É essa cruz que nos une que devemos erigir dia após dia. É através dela que o mundo crerá que Deus enviou seu Filho. E é através de nossa unidade que o mundo saberá que Deus os ama.
Soli Dio Gloria
 
Silas Portela Carvalho

quarta-feira, 19 de novembro de 2014


EFÉSIOS 6.1
 A nossa luta não é contra carne ou sangue...
A visão que Paulo nos trás neste texto é uma visão bélica. Fica bem claro que cada cristão está em guerra. E isso não é alegoria ou um simbolismo, é um fato. É uma guerra onde várias batalhas são travadas e vencer uma delas não nos dá o direito de relaxar. Ao contrário, o cristão, como um soldado fortemente armado, deve estar sempre alerta e vigilante, sempre pronto porque nosso inimigo nunca descansa e nem desiste.

Esse inimigo é um inimigo chato, sem vergonha, pois mesmo perdendo uma batalha hoje, ele voltará amanhã porque ele nunca se dá por derrotado. Se perder uma batalha, travará outra até que consiga o que tanto quer.

 Creio que o fato de estarmos em guerra e de termos um forte inimigo está bem claro. Mas o que não está bem claro, creio eu, é algumas questões como: Quem é nosso inimigo? Contra quem estamos lutando? Quem é o nosso satanás? Satanás é um dos nomes de lúcifer, e significa adversário. Satanás é aquele que se opõe.

Diante disso, quem tem sido seu opositor? Quem é aquele pela qual você une forças para derrotá-lo. Falo isso porque a luta de muitos não é contra o seu verdadeiro inimigo, mas contra aquele que Deus colocou diante deles para ser seu amigo. Paulo deixa bem claro, quando escreveu Efésios seis, que nós não devemos desperdiçar forças contra aqueles que não são nossos adversários.

Alguém disse uma vez que tudo aquilo que se move é sagrado. Por quê? Porque a imagem e semelhança de Deus ainda permanecem nele. Aquilo que é de carne e sangue não é nosso satanás. O seu irmão salvo em Cristo não é seu inimigo. Até em certo ponto, aqueles que te perseguem são um campo onde você pode crescer para ganhá-los como seus amigos. Concentre suas forças, sua atenção e união no seu verdadeiro adversário.
 
Não seria uma idiotice fazer o trabalho que cabe a satanás fazer?

 O primeiro sinal de derrota do diabo é quando a igreja começa a amar e compreender, respeitar e honrar, ver a dignidade e a imagem de Deus no seu próximo que é seu amigo.

Não faça de seu irmão um satanás, porque quando você faz de seu irmão um satanás, irá fazer de satanás o seu irmão. Quando você faz de seu amigo um diabo, você faz do diabo um amigo, para que como amigo do diabo, você não possa ver como amigo o seu irmão. Deus colocou as pessoas a sua volta para conhecê-los. Para amar, zelar, ser amigo e ter misericórdia deles. Há muito que aprender com seu irmão. Muito a conhecer e se deixar conhecer.

Lembremos sempre que nossa guerra não contra o mundo físico, mas contra o mundo espiritual.

Soli Dio Gloria

Silas Portela Carvalho

domingo, 16 de novembro de 2014


VAI ALTA A NOITE
O que há de mais tarde do que a alta madrugada? Mas não será a madrugada o alvorecer de um novo dia?
Cícero
João 13.30

O capitulo treze do evangelho de João são a últimas horas de nosso Senhor antes de sua morte. Era num contexto de páscoa. Nessa festa, todos os anos um cordeirinho perfeito era imolado. Esse cordeiro era minuciosamente examinado pelo sumo sacerdote para encontrar algum defeito.

Nesse momento a sombra e a realidade se confundiam. O simbolismo e o realismo se encontravam em Cristo e naquele cordeirinho. Assim como aquele animal, o Senhor estava sendo separado e examinado para ser imolado. Jesus foi para Jerusalém para passar por esse processo. Os fariseus, saduceus, escribas e até os gentios o examinaram. E nada, nenhum defeito se encontrou nEle. Ele era perfeito, sem mancha, ruga ou mácula.

Ele era o verdadeiro, o real cordeiro que tira o pecado do mundo.
E o seu último desejo foi estar com seus discípulos. Era seus últimos momentos nesse mundo, e era com aqueles que Ele amou até o fim que Ele queria estar. Era a última ceia. A última comunhão presencial do Senhor com eles antes da cruz. Depois dessa ceia os discípulos não mais comeriam com seu Mestre até que se cumprissem suas palavras de Lucas 22.16.

E já se passaram dois milênios e os discípulos ceiam ainda sem a presença física do seu mestre. E o texto nos revela que esses dias sem a presença do Senhor serão dias de trevas. O contexto daquela ceia é o mesmo contexto da igreja hoje. O sol havia nascido quando o menino Jesus nasceu, e agora estava se pondo com a eminência de sua morte.

A igreja está vivendo numa longa noite escura. É nessa longa noite que a igreja se encontra. Seus discípulos são perseguidos como Ele foi. São humilhados como Ele foi. Muitos estão sofrendo como Ele sofreu, e está em prisões como Ele um dia esteve. Outros estão abandonados e muitos estão sendo mortos.

Paulo sabia disso quando escreveu “vai alta à noite” em Romanos 13.12. Quando ele escreveu essas palavras estava querendo dizer que a igreja estava na mais alta madrugada.  E porque ele escreveu tais palavras? Por que muitos da igreja estavam dormindo. E como sabemos que os discípulos estão dormindo? Quando eles começam a praticar as obras das trevas como orgias, bebedeiras, discussões e ciúmes, relatadas no verso treze.
 
É na mais alta madrugada que os discípulos são mais atacados pelo forte sono. É nessa hora que a igreja é mais tentada a adormecer. Por isso Paulo nos alerta dizendo para nós não nos entregar, mas nos revestir das armas da luz. Ande em meio à escuridão como se você estivesse andando de dia, sem ter nada a esconder ou do que se envergonhar.

Mas Paulo nos fala de uma promessa. O dia vai raiar. Assim como ninguém pode impedir que o sol nasça, nada poderá impedir com que o Senhor venha. Estamos na noite, e tão certo como a noite vem, o dia chegará. Mas muitos estão embriagados, dormindo e praticando as obras das trevas porque o dia custa raiar.

Porque você acha que o Senhor nos manda vigiar? Por causa da noite. Ninguém vigia de dia. E o nosso Senhor, assim como um ladrão, virá na mais alta madrugada. Mateus 24.43

Por isso a palavra profética na boca do profeta Isaías pergunta:

Guarda, a que horas estamos da noite? Isaias 21.11.

Estamos na mais alta madrugada. Após o Senhor cantar com seus discípulos e sair para o Getsêmani, o apóstolo João deu ênfase àquele momento escrevendo, “era noite”. Quanto mais o dia de nosso Senhor se aproxima, mais tenebroso esse mundo ficará.

Mas nós que somos do dia devemos consolar uns aos outros. Coragem irmãos! Não desista! Não desfaleça! O dia está chegando, logo a estrela da manhã brilhará e trará com ela o sol da justiça trazendo luz sobre todas as trevas.

A última vez que a igreja ceou com o Senhor foi a dois mil anos atrás. E desde esse dia, em meio à madrugada, noite após noite, ceia após ceia, estamos sem a sua presença. O sol ainda esta oculto.

Mas há uma promessa de um café da manhã. Essa promessa é Segura e firme, viva como o nosso Senhor é vivo. Eterna como Ele é eterno. Um dia os discípulos estarão novamente com seu Mestre à mesa desfrutando de um banquete num dia maravilhoso.

Portanto, não durmamos como muitos estão dormindo. Vigie! Esteja firme porque ele virá como um ladrão, não para buscar o lixo, mas o luxo, o tesouro escondido.

Soli Dio Gloria.

Silas Portela Carvalho

REINO DE SONHOS

Mateus 16.26 e Daniel 2. 32,33, 3.1, 4.30

Todos nós temos um sonho, e esse sonho é quase sempre o mesmo para todos em todo lugar. Conquistar o mundo está no coração do ser humano desde o princípio. O homem dá a sua vida para alcançar aquilo que ele almeja. Ele quer ser um profissional de sucesso, conquistar fama e fortuna, poder e glória. Ele quer sempre ganhar algo, criar o seu império e mantê-lo a qualquer custo.

É por isso que estudamos tanto, e trabalhamos tanto ao ponto de gastarmos a nossa vida para isso e nada mais. E essa busca desenfreada pelo sucesso não nos faz enxergar aquilo que realmente importa.

O homem tem vendido a sua alma por um reino, uma cidade que leve o seu nome. Não foi assim na história? Alexandria, Cesárea, Filipos, Leningrado, Stalingrado são algumas provas desse anseio. Não importa as consequência diante da possibilidade de se alcançar o que tanto deseja. Nada tem valor, tudo é negociável.

Quando o Senhor Jesus esteve nessa terra, ele foi tentado da mesma forma que cada um de nós somos. Satanás lhe ofereceu todos os reinos desse mundo se o nosso Senhor vendesse a sua alma. Mas Cristo recusou a oferta, enquanto muitos cristãos abraçam o reino do poder, da luxuria, do sexo, das orgias, do prazer, do dinheiro e da fama.

Até que um dia o homem se deparará com as palavras de Mateus 16.26:

Qual o proveito, que lucro, o que adianta ter tudo, se no final eu perdi minha alma.

Na história existiu um rei que agiu como cada um de nós agiria. Ele havia conquistado o mundo inteiro. Tinha um grande império, mas Deus um dia lhe deu um sonho. E de uma forma simples, a revelação desse sonho é que seu império passaria. E sabe qual foi à reação desse rei?  Perpetuar tudo aquilo que ele havia conquistado com tanta luta.

Seu nome era Nabucodonosor. E no seu sonho, aquela grande estátua representava quatro grandes reinos da história passada e futura. Apenas quatro reinos se levantariam desde os seus dias, e o seu era o primeiro. Na imagem da estátua, apenas a cabeça era de ouro, e essa parte representava o reino Babilônico. Mas o interessante disso tudo é que quando esse rei construiu outra estatua para glória de seu nome, toda ela foi feita de ouro. E quando alguém desafiou seu reino a sua reação foi matá-los sem nenhuma dúvida.

Muito dos cristãos agem como esse Rei. Constroem um grande império aqui, mas uma pequena cabana no céu. Querem uma boa profissão, uma carreira de sucesso, mas não querem ser missionários. Os pais querem que seus filhos se tornem um grande empresário, mas não um ministro fiel do evangelho. E tudo isso para garantir seu futuro nessa terra e viverem bem acomodados em seus castelos.

O quanto do dinheiro que você possui significa o quanto do mundo você tem.

Mas o que não sabemos, ou não queremos saber é que não podemos perpetuar o nosso império. Assim como Nabucodonosor, nós não temos nenhum controle sobre ele. O futuro sempre será obscuro para todos que tem suas mentes no que é terreno.

 Mas há um império que é eterno e nunca se abalará.  E esse império é prometido a todos os que desejam tê-lo. Para se ter esse império é preciso investir somente nele. E aquele que investe nele o seu futuro é certo.

E esse reino é o reino de Deus Pai e do seu Cristo.

Tudo o que seus súditos sonham, tem que ser para estabelecer esse reino e não o seu próprio. Se ele for um médico, ele o será para estabelecer esse reino. Se for um advogado, ele o será para estabelecer esse reino.

Nenhum homem será uma estátua inteira. O Maximo que ele pode ser é ma cabeça de ouro. E diante desse fato há duas tragédias neste mundo que de um lado ou de outro, tem levado muitos, principalmente jovens a tirar suas próprias vidas.

Primeiro. Desejar ardentemente algo e nunca conseguir obter o que deseja.
Segundo. Finalmente conseguir tudo o que sonhou.
Alexandre, o grande, aquele que representa o ventre e os braços da estátua de Nabucodonosor era um jovem que tinha um sonho. E seu sonho era conquistar o mundo. Ele iniciou essa busca com dezoito anos, e em cinco anos ele conquistou toda a terra. Aos 33 anos, Alexandre era o senhor do mundo.

Mas o interessante é que um dia seus generais se viram numa cena muito estranha. Eles se depararam com Alexandre, o senhor do mundo chorando em sua tenda, e lhe perguntaram o motivo. A resposta daquele grande imperador é comum a todas as respostas daqueles que chegaram lá.

Agora eu não tenho mais nada para conquistar.

Para ele foi uma grande tragédia descobrir esse fato. Há um desejo ardente e intenso dentro de cada um de nós. E pensamos que esse mundo e o que ele oferece poderão supri-lo. Mas nunca ele nos satisfará. Nenhum pecado tem esse poder, e a prova é repeti-lo sempre, e de uma forma mais profunda. Sempre o ser humano irá querer mais daquilo que conquistou. E quando ele alcança o pico do sucesso às duras penas verá que sempre haverá outro muito mais alto. Tudo será inútil diante da sede de sua alma.

Todos os impérios desse mundo passarão, inclusive o seu. Mas o reino do Senhor Jesus nunca passará. E para obtê-lo basta negar a si mesmo. Negar sonhos, poder, glória, prazer, sucesso tomar a sua cruz e seguir o mestre. Ele rejeitou um império passageiro por um eterno. Ele preferiu perder sua vida nesse mundo para achá-la na glória de seu Pai.

No auge de sua vida Alexandre o grande morreu. Mas antes de morrer ele fez um pedido. Ele pediu um esquife de modo que suas mãos ficassem para fora. E mandou dizer a todos que ele, Alexandre, veio para esse mundo de mãos vazias, e depois de ter conquistado o mundo inteiro, sairia dele com as mãos vazias.

O que adianta guardar aquilo que com certeza perderá? Todo o fruto de nosso labor um dia será perdido. O que adiantará ganhar o mundo inteiro, mas perder sua alma.

Um jovem chamado Jim Elliot largou tudo para estabelecer o reino de Cristo em meio aos índios da Amazônia. Antes de morrer ele disse que “não é tolo aquele que perde o que não pode guardar, para ganhar aquilo que não pode perder.

Soli Dio Gloria

Silas Portela Carvalho

SOBERANIA

Há algumas verdades bíblicas que são odiadas até mesmo pelos próprios cristãos. E uma delas é a doutrina da soberania de Deus. Os que a odeiam vêem o mundo sempre pela ótica humana, mas não conseguem enxergá-lo pela ótica divina. Eles reivindicam os direitos da liberdade humana e seus argumentos são que o homem tem o direito de ser feliz. Mas feliz em quê?

O sentido de tudo o que foi criado, não é primeiramente a felicidade do homem, mas daquele que criou o homem. O salmo 115.3 está escrito que “o nosso Deus está nos céus, único e verdadeiro, e Ele faz tudo o que lhe apraz". Esse Deus criador tem o direito e o poder de fazer tudo o que o deixa feliz, até por certo momento deixar o homem infeliz.

Quando a felicidade do homem é colocada em primeiro lugar, Deus deixa de Ser soberano e dessa forma, o homem é que se torna senhor de tudo. Não foi assim no Éden? A questão ali não era a felicidade do homem em primeiro lugar? Mas no Éden, quando a serpente enganou o homem, o propósito de Deus não foi frustrado. Por Ele ser soberano significa que tudo o que acontece, acontece para a glória dEle mesmo.

E a prova que a serpente não frustrou os planos de Deus é Gênesis 3.15, a profecia daquele que esmagaria a cabeça da serpente. Essa profecia nunca foi um segundo plano do Senhor, mas desde o inicio o Cordeiro já estava morto. Jesus Cristo na cruz era, e sempre será o eterno propósito de Deus.

Ninguém pode frustrá-lo. Ele è quem frustra os propósitos de seus inimigos. E por nenhum de seus planos falharem, Ele é o mais feliz dos seres. E é nessa felicidade que nós devemos nos alegrar. O nosso Deus se assenta sobre esse mundo e controla todas as coisas para sua própria alegria. E a alegria dEle é a alegria de seus filhos. E o filho deve ver em tudo, seja de uma forma generalizada ou particular, os desígnios de Deus guiando suas vidas, mesmo que isso seja algo que por um momento lhe traga infelicidade, dor e sofrimento.

Eu posso estar triste, mas a maior verdade é que sempre o meu Deus está feliz porque os seus planos estão sendo realizados em minha vida e no mundo. Hoje eu não entendo os caminhos dEle, mas um dia entenderei o propósito de tudo que passei, sabendo que a minha firmeza em meio às circunstâncias adversas glorificou o meu Deus, mesmo Ele permitindo algo mal sobre mim.

Ele é soberano. Ele é um Deus feliz. e a minha felicidade não se baseia nas circunstâncias da vida, mas no eterno, sabendo que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. E esse bem é sermos conformados a imagem de seu filho Jesus. Deus, para cumprir o seu propósito não poupou seu próprio filho, e para estabelecer a sua glória, Ele também não nos poupará dos problemas da vida.

Deus tem o poder, o direito e a soberania para fazer tudo o que lhe faça feliz.

Por isso o nosso Deus nunca tem deficiência ou necessidade. Ele está sempre pleno, transbordante de energia para agir em favor de seu povo que busca a felicidade nEle.

Soli Dio gloria

Silas Portela Carvalho

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

TENTATIVAS
Em toda história o homem sempre buscou a salvação por seus próprios meios. Parece que isso é natural do ser humano. Ele não consegue ver sua condição e nem admite a sua perdição. Ele se esforça tentando alcançar a vida eterna através de obras de caridade, através da religião, através do caráter, através da justiça própria, enfim, são tantos meios que a cada geração uma nova surge.

Para esses as suas fraquezas não são pecados. Na verdade não existe pecado. Existem falhas de caráter, falta de oportunidade, ou educação, e tudo isso pode ser resolvido através da psicologia, do conhecimento, condições, etc. O ser humano pode ser corrigido, dizem. Com tempo, ambiente, disciplina correcional podemos mudar a história. Mas a realidade é outra. O que percebemos após dois milênios é que a situação está piorando.
É sempre assim quando não se quer admitir o seu fracasso. O justo aos seus próprios olhos pensa que tudo o que faz é bom, e através de sua justiça ele será melhor e fará o mundo um lugar melhor. Ele olha para si mesmo e diz “eu sou bom”. E quando olha para os outros ele repete “eu sou bom”.

O jovem rico retrata muito bem esse tipo de pessoa. Ele estava satisfeito em sua justiça. Ele cumpria alguns requisitos da lei com todo fervor que a religião requer. Ele pensava que nada mais era preciso nem necessário. Era muito esforço para ser rejeitado por Deus. Ele pensava ser merecedor. Mas quando o jovem rico se deparou com Aquele que é verdadeiramente justo, viu o quanto miserável, pobre, cego e nu ele era.

A vida de Jesus Cristo sempre será o ponto de comparação para todos. Se eu quero ser salvo pela minha justiça, tenho que ser o que Ele foi, e fazer o que Ele fez. E diante disso percebemos o quanto infinitamente distantes estamos da justiça aceita por Deus. A sua absoluta justiça exige uma absoluta justiça daqueles que se aproximam dEle. E essa exigência, nenhum homem em toda história passada ou futura cumprirá por si mesmo.

A religião é a tentativa do homem se religar ao Eterno por seus próprios meios. A etimologia da palavra resume muito bem todo o esforço humano.  Ela constrói uma torre que tenta tocar os céus desafiando o evangelho. Na religião o homem busca a Deus por sua justiça, mas no evangelho Deus busca o homem pela justiça de seu Filho.

Mas uma nova tentativa tem surgido nesses dias, e ela é conhecida como a moralidade. O diabo não é contra a boa moral, aliás, ele até nos incentiva a sermos a mão do cego, o sustento do órfão, ou o amparo da viúva, sendo que isso te afaste de Deus. Mas, em contra partida, ele se levanta contra todos aqueles que depositam a sua salvação somente em Cristo e em nada mais.

Um dia diante do Senhor Jesus, o Justo Juiz rejeitado, esses esperarão que sua justiça produzida seja aprovada por Ele. Mas a justiça própria não pode habitar juntamente com a justiça de Deus. Sempre faltará alguma coisa para aqueles que confiam em si mesmo. O judeu pensava ser a exceção, mas Paulo escreveu em Romanos 3.10 a 12, que Deus igualou a todos de baixo do pecado. Para Ele não havia diferença entre gentio ou judeu. Todos eram pecadores e todos estavam afastados dEle.

Diante de tudo o que produzimos, Deus avalia pela boca do profeta Isaias dizendo que toda a nossa justiça é como trapo imundo. Aqueles que confiam em si mesmo cheiram mal diante do Justo.

A diferença do evangelho para as religiões é que todas as justiças produzidas pelo salvo após a salvação não é para garantir ou acrescentar algo. Ele nunca deve pensar assim. Antes, ele pratica a justiça porque já foi justificado, e O glorifica manifestando suas mãos neste mundo caído.
Esses, assim como Isaías, viram a sua realidade espiritual, sua condição miserável e clamaram por um Deus cheio de graça. Como Jó, viram o Justo e reconheceram o quão terríveis eram e se abominaram diante de sua Santidade. Assim como Paulo, chegaram à conclusão que nada de bom habitava neles, e que nada produzido para satisfazer a Deus era suficiente.

E todos esses homens chegaram a essa conclusão sendo profeta, conhecido por Deus e apóstolo, e quem nós somos para pensar em méritos?
A única justiça que faz qualquer homem aceitável diante de Deus é a justiça de Cristo aceita pela fé. Era esse Justo que Jó ansiava ter. Era essa justiça que os profetas buscavam. Eles morreram sem ter a revelação da graça do Pai na cruz do calvário, mas morreram crendo, não em si mesmos, mas somente em Deus.

Mas hoje podemos nos alegrar, não em nossas justiças, mas na justiça do Senhor Jesus. Somente nEle fomos justificados diante de Deus. Somente nEle somos declarados inocentes, perdoados e salvos. Satisfeitos em saber que a obra de Cristo nos coloca em segurança e nos traz a paz.

O evangelho revela a justiça de Deus que do principio ao fim é pela fé. A maior das revelações é que o justo viverá pela fé em Cristo somente. Não devemos chegar diante de Deus e perguntar o que posso fazer. Essa é a mente de quem quer justificar a si mesmo.

A questão não é o que farei, mas o que foi feito.

Jesus morreu na cruz para nos tornar justos como Ele, e guardados em seu amor, salvos da ira de Deus, fazemos tudo o mais para glória dEle.

SOLI DIO GLORIA
SILAS PORTELA CARVALHO

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Fé, Para que serve?
João 10. 27 a 30
Em nossos dias a fé está sendo cultuada. Ela deixou de ser um meio e passou a ser o próprio fim em si mesmo. Nada mais é preciso, nem Deus, somente a fé. Ela é mal empregada e quando é criticada pelos seus excessos, os seus adoradores ficam enfurecidos. Mas o interessante é que o seu uso é sempre relativo à benção, cura, prosperidade e outras dessas coisas que perecem, mas nunca é praticada com respeito aquilo que é eterno. Quando esses são desafiados a colocar a sua fé no que realmente importa, falham terrivelmente.
A garantia da vida eterna pelo novo nascimento é uma crise de fé. Eu tenho que crer para ser salvo. Mas também é uma atitude constante na obra de Cristo na cruz. Aquele que foi alcançado pela graça tem que viver crendo, e essa vida de fé é que lhe dá segurança na salvação eterna.
Quando o pecador é regenerado, ele ganha de Deus a vida eterna. Deus lhe dá como presente imerecido. E o interessante nessa ação de Deus é que o que Ele deu, Ele nunca toma de volta. Eu não posso perder, por não merecer, aquilo que eu ganhei sem merecer. É graça de um Deus bondoso.
Esses que foram alcançados pela graça, Deus os adota como filhos. O nascimento do alto lhes dá a certeza que eles fazem parte da família de Deus. João 3.36 e Romanos 8.16 nos fala sobre essa questão. O filho sempre será filho. O Espírito Santo testifica essa verdade em cada coração que foi regenerado. Agora, em cristo, independente das situações, eu sou filho. E quando o filho erra contra o seu Pai, ele deixa de ser filho? Nunca! Ele pode até deserdá-lo, mas essa verdade nunca se tornará mentira, ele sempre será pai. Se isso é verdadeiro no relacionamento humano, porque não seria no relacionamento divino? De quem Deus é Pai, Ele sempre será Pai. Porque com Ele, que é Soberano eterno e imutável seria diferente?
E porque há tantos que pensam diferente desse evangelho eterno? A causa é a meritocracia. A salvação desses se baseia sempre naquilo que eles fazem. Na questão do mérito, se o que ele faz cai, a segurança da salvação cai juntamente. Por causa de suas obras frágeis e falhas, esses constroem suas casas na areia. Qualquer vento de culpa duvida ou sentimento derruba todo o edifício da religião construída em torno de si mesmo.
Por isso Paulo foi tão ríspido com a igreja na Galácia. Eles queriam acrescentar à obra de Cristo à circuncisão. A fé em cristo não era suficiente, faltava algo, e esse algo era a observância da lei mosaica. Trocar a obra eterna, perfeita e suficiente de Cristo por uma obra humana claramente passageira, era loucura. Por isso o Apóstolo os chamou de loucos. Nenhuma obra, nem o martírio, garantem alguma coisa sem fé em Cristo. O único que garante a nossa salvação é o senhor Jesus, e Ele fez isso na cruz e nos deu imerecidamente para que ninguém se orgulhe do que fez ou faz, mas glorifique somente Aquele que fez e continua fazendo, Cristo.
Você é homem ou mulher de fé? Então porque não crê na segurança da obra de nosso salvador?
Deus nos gerou e ele nos guarda. Ele não é incapaz de nos guardar. Ele vela para que sua palavra se cumpra. E se Ele diz que somos salvos em Cristo, somos salvos. Mesmo que o filho venha se afastar do Pai, assim como o filho pródigo, um dia ele se arrependerá e voltará para seus braços. Mas se ele não conseguir voltar, Jesus Cristo, assim como o pastor que dá a sua vida pelas ovelhinhas, irá ao se encontro para resgatá-la.
A graça de Deus não nos trata de acordo com nosso desempenho, mas de acordo com nosso relacionamento com ele. Neste ponto, somos para sempre filhos. Ele se entristece com nossos pecados, mas não nos expulsará como bastardos. Ele disciplinará os filhos rebeldes, mas esses sempre estarão ao seu lado.
Deus não age como um casal que adotou uma criança carente, e após uma campanha para alcançar um milagre para sua esterilidade, expulsaram de sua casa aquela criança, sendo que agora elas têm o deles. E isso realmente aconteceu. Mas nosso Deus não é covarde como esse casal.
Satanás nunca nos arrancará das mãos do Deus do universo. Ou você acha que nosso inimigo é tão poderoso assim. Ele não pode reivindicar nada, Jesus pagou todas as dividas desses filhos.
Diante dessa verdade, a segurança eterna, viveremos relaxadamente? Porque a maioria das pessoas pensam assim? A graça não nos dá o direito de pecar, antes, ela nos guarda do erro.
Judas, o irmão de nosso Senhor, responde a essa dificuldade com um paradoxo: a soberania de Deus e a responsabilidade humana.
No verso 21 de Judas diz: guardai-vos no amor de Deus. E no verso 24 ele completa: Deus é poderoso para nos guardar. Quando eu me guardo, estou sendo guardado, e quando eu não me guardo, será a conclusão a antítese dessas ultima sentença? Claro que não! Eu continuarei sendo guardado pelo meu Pai mesmo se eu não me guardar. É minha responsabilidade vigiar sempre, mas se eu falhar, meu Deus é soberano para me sustentar em minha fraqueza.
Mesmo que por um breve momento eu venha a perder a alegria da salvação, um dia o Senhor restaurará essa alegria. Note que eu escrevi alegria e não salvação. A alegria pode ser perdida, mas a salvação não. Está lembrado do Rei Davi? Ele escreveu no salmo 51. 12 a palavra alegria e não salvação. Torna a dar a alegria da salvação. O pecado nos tira a alegria, nunca a salvação. Mas o arrependimento sincero restaura a comunhão entre o filho e o Pai.
Mas surge um outro problema que se torna um grande inimigo para a fé, os sentimentos. Eu não posso crer no que eu sinto. O coração é mais enganoso do que todas as coisa, diz Jeremias 17.9. O profeta fala das nossas emoções, e a fé não é sentimento e nem depende dela. A fé não depende de arrepios, risos ou choro, mas infelizmente nós somos a geração sensação.
Em tudo queremos sentir. A pregação é julgada se eu senti algo ou não. O culto é julgado se eu sinto algo ou não. Tudo passa a ser julgado pelas sensações. Diante disso vemos pessoas dizendo: eu sinto que Deus não me ama. Eu sinto que não fui perdoado. Eu sinto que não há mais solução para mim. Eu sinto que não sou filho. E isso tem trazido desespero para muitos. E qual é o resultado? Passam a servir a Deus por medo. Medo de ser expulso da família se fizer isso ou deixar de fazer aquilo. Medo de ser enviado para o inferno. Esses servem por medo de não ser perdoado, amado, aceito.
Mas graças a Deus que no amor não existe medo. No amor de Deus não existe medo de ser condenado no dia do juízo, mas a fé nos dá total confiança que o amor perfeito lança todos esses sentimentos fora.
No sentir não há espaço para fé. Onde há fé, há sentimento. E se não houver sentimento, a fé nos ampara e sustenta. Mas onde há sentimento como base, não haverá espaço para a fé, pois o sentir exclui a fé. E quando não posso sentir a fé já estará naufragada.
Por isso é tão perigoso viver a vida cristã baseada ou nas obras ou nos sentimentos. A bíblia não fala que sem sentimentos é impossível agradar a Deus. É sem fé. E ele não fala que devemos nos aproximar de Deus sentindo que Ele existe. É crendo que ele existe.
O que seria do Senhor Jesus na cruz, em meio a toda vergonha, afronta, sofrimento, abandono, se confiasse em seu sentimento?  Ele cairia em desespero. Mas ele se apegou a fé, se apegou a certeza de que o seu Pai é bom mesmo naquela situação. O que seria de Paulo se diante de todos os problemas ele se apegasse aos seus sentimentos? Ele chegaria à conclusão que Deus não o amava e que ele estaria fazendo algo de errado. O que seria dos cristãos no coliseu, na inquisição, na perseguição atual, se estivesse confiando em seus sentimentos? Mas eles estavam e estão baseados naquilo que Deus falou, e mesmo que venham a morrer, eles sabem que estarão com seu Pai naquele mesmo dia, desfrutando de todas as promessas do Senhor.
Se somos grandes pecadores, a graça de nosso Deus é muito maior do que nossos pecados. E essa é a nossa esperança. Ele não foi injusto deixando de julgar nossos pecados. Ele os julgou em cristo Jesus no calvário. Ele foi amor se importando com seus filhos, e foi justo colocando cada um deles em Cristo. Todos os nossos pecados, do passado, do presente e do futuro estavam sobre o cordeiro e foram julgados. Hoje somos justos como o senhor Jesus é.
Eu não tenho que fazer alguma coisa para me salvar, eu já sou salvo. Eu não tenho que sentir que sou amado, eu, pela fé, já sou.
Diante dessa verdade, não ceda ao medo. Não ceda a culpa. Não faça algo para pagar aquilo que você nunca pagará. Veja o que o senhor nos diz: Eu propus... está é a minha vontade, o meu propósito, o meu desejo, que através do sangue de cordeiro fossemos propiciados, para Ele ser justo e justificador de todos aqueles que crêem. É crer, não sentir ou fazer.
Nada do que eu faça ou deixa de fazer fará com que Deus me ama mais ou menos. A verdade é que Ele me ama independente de minhas ações. E como eu sei disso com toda a certeza? Não é pelo o que eu sinto. É pela palavra que diz exatamente isso: Ele me ama. É fé simplesmente.
Se você realmente nasceu de novo, você é filho, e nada e ninguém podem mudar esse fato. Mesmo que satanás venha te dizer que você não é aquilo que deveria ser, que você não é o que queria ser, responda para ele: graças a Deus, pois se eu não sou o que deveria ser ou quero ser, eu já não sou o que eu era.
Agora sou filho de Deus,uma nova criatura em Cristo, e mesmo que eu sinta que não sou, caminho pela fé para ser tudo aquilo que estou predestinado a ser: a imagem de Cristo.
Essas palavras são de Lutero. Esse grande homem, antes de ver a maravilhosa graça de Deus, servia por medo. Tentava em seus esforços, pagar algo que nunca poderia pagar. E sempre se sentia um bastardo, condenado por um Deus justo e sem amor. Mas ele não confiou em si mesmo e nem em seus sentimentos. Ele confiou na obra eterna de Jesus Cristo.
E se Deus falou que a obra de sEu filho é suficiente, que descansemos em suas palavras, pois já não há mais condenação para os que estão em cristo Jesus, e estão firmados em sua obra pela fé.

Amém.

Silas Portela Carvalho
 

domingo, 9 de novembro de 2014




A SINGURALIDADE DO EVANGELHO

EFÉSIOS 2.13 E HEBREUS 10. 19 A 22

O evangelho é tremendo. Ele realmente se diferencia de todas as religiões. Ele é simples, mas ao mesmo tempo profundo. Ele diz o princípio de tudo, a queda do homem e o seu estado de condenação. Revela o plano de Deus, a vinda, vida, morte e ressurreição de nosso Senhor para a salvação do pecador somente pela fé. Basta somente crer no Senhor Jesus.

Mas a vida cristã não termina na salvação do pecador. Isso é apenas o inicio. Quando o pecador crê, adentra a porta saindo do Egito. Há um longo caminho à frente. Nesse caminho haverá dificuldades com um propósito: a salvação de nossa alma. A cada passo haverá crescimento a estatura de Cristo, a varonilidade, deixando o ser criança para trás.

A bíblia explica essa jornada como santificação posicional e santificação progressiva. Somos santos, mas caminhamos para santidade, (I Coríntios 1.2). Quando o pecador crê, ele é separado e considerado sem culpa, mas na caminhada cristã estamos sendo santificados pelo Espírito Santo

Na eternidade já há a realidade de que somos santificados, (em Cristo I cor. 1.30), mas no tempo estamos em um processo. Pra Deus já somos, mas para nós, hoje, ainda não.

Como dizia Lutero, somos pecadores santos buscando santificação. E é nesta questão que muitos se perdem no caminho. Eles não conseguem alcançar, crescer, vencer...

Quantos falham, pois tentam de todas as formas, com seus esforços, buscar a santificação, mas percebem o quanto são pecadores e sempre voltam para Romanos sete, o bem que eu quero não faço...   Mas eles se esquecem que a santificação também é pela fé, assim como a justificação. Um dia eu cri em Jesus para ser justificado, e hoje eu continuo crendo nEle para ser santificado.

Paulo fala sobre isso em seu chamado em Atos 26.18 e em colossenses 2.6, que diz:

Como, pois, recebeste o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nEle.

Como rebemos a Cristo? Pele fé. E como devemos andar? Também pela fé.

Isso não quer dizer que devemos para de fazer tudo. Não! Devemos nos esforçar em nossa santificação, crendo que é Deus, que através do Espírito Santo opera em nós tanto o querer se santificar, com o realizar esse querer.

Quando você está se santificando é pela fé no trabalhar de Cristo em nós, crendo que é Ele que está te levantando contra o pecado e te separando a cada dia.

E para isso, nós temos uma arma poderosa em nossas mãos e muitas das vezes não usamos:

O SANGUE DO SENHOR JESUS CRISTO.

Nós fomos aproximados de Deus pelo sangue. Esse sangue fez a paz entre Deus e nós. O Santo e o pecador. Ele retirou a inimizade, e nossa posição diante dEle foi assegurado por esse sangue.

E nosso acesso a Deus é em duas fases: inicial e progressiva. Quando cremos no Senhor Jesus, como diz o texto de Efésios 2.13, fomos aproximados de Deus pelo sangue. Mas isso não é tudo. A pergunta que se faz é a seguinte: hoje como nós nos aproximamos de Deus? Por nossos esforços? Por nossa santidade? Porque eu hoje não pequei? Porque eu subi ao monte, ou dizimei? Nada disso é suficiente para me dar autoridade e assim me aproximar de YAWEH.

O que me dá ousadia de achegar diante dEle, não é porque estou uma semana sem cometer aquele pecado que sempre me persegue. Nem porque eu sou santo, ou porque eu estou sentindo que posso. Não!

NÃO É MÃOS LIMPAS OU CORAÇÃO PURO QUE NOS DÁ OUSADIA...

É sempre, do inicio ao fim, o poderoso SANGUE DO SENHOR JESUS. O texto de Efésios nos fala do passado, mas o texto de hebreus 10.19 a 22, nos fala do presente, do hoje, do amanhã e eternamente.

E quantos, por causa da culpa de não poder agradar a Deus em tudo, fogem de sua presença, pensando: primeiro preciso me livrar desse ou daquele pecado. Esse tipo de pessoa sempre fugirá da presença de Deus, porque ele nunca será capaz de satisfazê-lo por si mesmo.

Mas o sangue de Jesus está a nossa disposição para clamarmos. E quando nos aproximamos do Pai, baseados nesse sangue, o próprio Pai se torna obrigado, porque Ele mesmo se colocou debaixo da obrigação de atender o sangue de seu Filho, a nos atender. Ele não resiste o sangue de seu Filho clamando por filhos de coração sincero e plena certeza de fé nesse sangue.

NÃO DEVEMOS OUVIR A S ACUSAÇÕES DE SATANÁS E NEM CONFIAR EM NOSSOS SENTIMENTOS.

O sangue de nosso Senhor é a base que sempre nos dá ousadia de nos aproximarmos diante dEle. Se estivermos sem pecado, é pelo sangue. Se pecamos, é pelo sangue. Do inicio ao fim, sempre será pelo sangue.

Por isso que o evangelho é maravilhoso. Eu não preciso de penitências, boas obras, jejuns, orações, sacrifícios, para me aproximar de Deus. Tudo isso é esforço humano, tudo isso é inútil.

Aqueles que foram alcançados pelo Pai e aproximados pelo sangue, hoje se apropriam desse mesmo sangue e com ousadia, não em si mesmo, mas em Cristo, se achegam a comunhão da Trindade Santa.

Hoje ainda pecadores clamando por misericórdia, mas um dia, pelo sangue, transformados a imagem do senhor Jesus Cristo.

Amém

SILAS PORTELA CARVALHO